Tumulto interrompe sessão na Câmara e adia cobrança de explicações sobre buracos

Política Utilidade Pública

Presidência da Casa reagendou para 27 de outubro a convocação do secretário de Infraestrutura; episódio ampliou a pressão por respostas sobre a conservação das ruas.

A sessão da Câmara Municipal de Campo Grande destinada a discutir os serviços de tapa-buraco terminou em tumulto e precisou ser encerrada antes da continuidade dos questionamentos. O episódio levou a Presidência da Casa a remarcar para terça-feira, 27 de outubro, a convocação do secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, André Moura Brandão.

Segundo as informações divulgadas sobre a ocorrência, a confusão começou durante uma manifestação do comerciante Gustavo Eifler, que levou ao plenário uma maquete de isopor representando um buraco no asfalto. O material foi quebrado durante o protesto por um servidor municipal identificado como Antônio de Jesus, conhecido como Charupá.

A situação exigiu a intervenção de agentes da Guarda Civil Metropolitana e terminou com o encerramento dos trabalhos. Diante do ambiente de tensão, a Presidência avaliou que não havia condições de segurança para prosseguir normalmente com a sessão.

O presidente da Câmara, Epaminondas Neto, o Papy (PSDB), lamentou o episódio e classificou a situação como uma provocação institucional. Também sustentou que o cancelamento dos trabalhos naquele dia não eliminava a obrigação de prestar esclarecimentos sobre as condições das vias públicas.

Convocação continua válida

A nova data foi definida após reunião entre os vereadores. Segundo Papy, a convocação anteriormente aprovada permanece válida, sem necessidade de apresentação de outro requerimento.

O secretário deverá explicar os procedimentos de manutenção do pavimento, em um momento de forte cobrança sobre a conservação da malha viária da Capital. A discussão envolve as condições das ruas, a capacidade de resposta das equipes e a execução dos serviços contratados.

A Prefeitura havia informado, em outubro, a ampliação dos trabalhos para 12 frentes simultâneas de tapa-buraco, com capacidade estimada de até três mil reparos diários. O dado demonstra o tamanho da operação anunciada pelo Executivo, mas a avaliação dos resultados depende também de informações sobre serviços efetivamente realizados, qualidade dos reparos e duração das intervenções.

O tumulto acrescentou um componente político à discussão, mas não elimina a questão administrativa que motivou a convocação. Com a audiência remarcada para 27 de outubro, a expectativa é que o secretário apresente esclarecimentos aos vereadores e que a cobrança pública sobre as condições do asfalto seja retomada em ambiente institucional.

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