Greve da Caixa chega ao 14º dia e MPT leva impasse ao TST

Direito Economia

Trabalhadores rejeitaram terceira proposta apresentada pelo banco; audiência de mediação foi marcada para esta quarta-feira

A greve dos empregados da Caixa Econômica Federal chegou ao 14º dia nesta quarta-feira (23), após os trabalhadores rejeitarem uma nova proposta apresentada pela instituição para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

Diante do impasse, o Ministério Público do Trabalho (MPT) recorreu ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) para tentar mediar as negociações entre a Caixa e os representantes dos empregados.

A audiência de mediação pré-processual foi marcada para esta quarta-feira, a partir das 14h30, em Brasília, com participação da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).

Segundo a representação dos trabalhadores, a audiência não corresponde, neste momento, à abertura de um dissídio coletivo. Trata-se de uma tentativa de mediação antes de eventual judicialização formal do conflito.

A paralisação foi mantida após assembleias realizadas na segunda-feira (21), quando os empregados rejeitaram a terceira proposta apresentada pela Caixa.

Em Mato Grosso do Sul, 52,95% dos trabalhadores votaram contra a proposta, conforme os dados divulgados pela categoria.

Principal ponto de divergência

O principal foco das negociações é o Saúde Caixa, plano de assistência à saúde dos empregados.

A proposta apresentada pela instituição prevê alterações na forma de custeio a partir de 2027. Entre as mudanças está a contribuição de 3,7% da remuneração-base para o titular e valores específicos para dependentes, além de limite de contribuição para o grupo familiar.

A Caixa também apresentou medidas relacionadas ao programa de remuneração variável, ao Plano de Funções Gratificadas e à gestão do Saúde Caixa.

Enquanto as negociações permanecem em andamento, serviços bancários continuam disponíveis por canais digitais, caixas eletrônicos, lotéricas, correspondentes e demais meios de atendimento disponibilizados pela instituição. Benefícios sociais com pagamentos automatizados, como Bolsa Família e Pé-de-Meia, não foram interrompidos pela greve.

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