Levantamento da Aprosoja-MS aponta média de 115,21 sacas por hectare; quatro municípios concentram aproximadamente 43% do volume estadual
Mato Grosso do Sul encerrou a safra 2025/2026 de milho segunda safra com números expressivos de produtividade e produção. O levantamento do projeto SIGA-MS, desenvolvido pela Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja-MS), aponta uma produtividade média de 115,21 sacas por hectare e uma produção estadual de aproximadamente 16,23 milhões de toneladas.
O resultado representa um marco para a cultura no Estado, com a produtividade média alcançando o maior patamar da série histórica acompanhada pelo projeto. A área cultivada considerada no levantamento foi de aproximadamente 2,35 milhões de hectares.
O desempenho também superou em cerca de 36,8% a projeção inicial de produtividade, conforme os dados divulgados. A evolução das estimativas ao longo do ciclo demonstra como as avaliações de campo podem alterar as perspectivas de uma safra à medida que novas informações são incorporadas.
Norte do Estado lidera produtividade
Embora concentre uma parcela menor da área plantada, a região norte apresentou o melhor desempenho médio, com 135,83 sacas por hectare. A região central registrou média de 112,43 sacas, enquanto a região sul alcançou 112,90 sacas por hectare.
A diferença entre as regiões evidencia que o volume produzido não depende apenas da extensão das lavouras. Condições de solo, manejo, disponibilidade hídrica, época de plantio e comportamento climático ao longo do ciclo também influenciam o rendimento.
Entre os municípios, Alcinópolis liderou a produtividade estadual, com 158,43 sacas por hectare. Na sequência aparecem São Gabriel do Oeste, com 151,53 sacas; Brasilândia, com 151,05; Rio Negro, com 150,48; e Chapadão do Sul, com 146,30 sacas por hectare.
Os números indicam que municípios com áreas relativamente distintas podem obter resultados expressivos por hectare, reforçando a importância da eficiência produtiva no planejamento agrícola.
Quatro municípios concentram 43% da produção
Quando o critério considerado é o volume total colhido, o ranking muda. Maracaju aparece na primeira posição, com aproximadamente 2,55 milhões de toneladas, seguido por Ponta Porã, com 1,54 milhão; Sidrolândia, com 1,52 milhão; e Dourados, com 1,42 milhão de toneladas.
Somados, os quatro municípios respondem por cerca de 43% da produção estadual de milho segunda safra. Maracaju também se destaca pela extensão da área cultivada, estimada em 323,8 mil hectares.
Essa concentração mostra a relevância do eixo produtivo do sul do Estado para a oferta de milho e para a dinâmica econômica regional. A produção movimenta serviços de transporte, armazenagem, comercialização de insumos e outras atividades associadas à cadeia agropecuária.
Milho tem papel estratégico na cadeia produtiva
O milho é utilizado tanto na alimentação animal quanto no abastecimento de segmentos industriais. A disponibilidade do grão influencia os custos de produção de proteínas animais e pode contribuir para o desenvolvimento de atividades de processamento, incluindo a fabricação de etanol de milho.
O desempenho da safra, porém, não se traduz automaticamente em maior rentabilidade para todos os produtores. Os resultados financeiros dependem também dos custos de fertilizantes, defensivos, sementes, combustíveis, transporte e armazenagem, além dos preços praticados no mercado.
Por isso, produtividade elevada e produção volumosa precisam ser analisadas em conjunto com os indicadores de comercialização e os custos da atividade.
Os dados da Aprosoja-MS oferecem um panorama relevante da força produtiva de Mato Grosso do Sul e ajudam a dimensionar a importância da segunda safra de milho para o agronegócio estadual.
Fonte de apuração: levantamento do projeto SIGA-MS divulgado pela Aprosoja-MS e informações complementares sobre a safra 2025/2026.
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