Campo Grande reforça operação tapa-buracos com 12 frentes e contratos de R$ 46,3 milhões

Governo Utilidade Pública

Estrutura ampliada pela Prefeitura prevê capacidade de até 3 mil reparos por dia; mutirões de sábado utilizam cerca de 120 toneladas de massa asfáltica

A Prefeitura de Campo Grande ampliou a estrutura da operação tapa-buracos e passou a trabalhar com uma capacidade estimada de até 3 mil reparos diários nas ruas da Capital. A iniciativa reúne equipes municipais e empresas credenciadas, distribuídas pelas sete regiões urbanas, em uma tentativa de acelerar a recuperação do pavimento e reduzir os problemas de circulação enfrentados pelos motoristas.

A ampliação elevou de sete para 12 o número de frentes de trabalho, conforme informações divulgadas pelo município. A estrutura está vinculada a contratos que somam R$ 46,3 milhões, com vigência de um ano, destinados à execução dos serviços e ao fornecimento de insumos.

É importante diferenciar a capacidade operacional anunciada do resultado efetivamente alcançado. O número de 3 mil corresponde à estimativa de reparos que as equipes podem realizar por dia, e não necessariamente à quantidade de buracos já recuperados diariamente.

Mutirões utilizam grande volume de asfalto

A operação também inclui mobilizações aos sábados, quando são aplicadas, em média, 120 toneladas de massa asfáltica por edição, segundo a Prefeitura. Após os mutirões, equipes permanecem nas regiões atendidas para dar continuidade aos trabalhos durante a semana.

O material empregado é o Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ), utilizado na recomposição do pavimento. O fornecimento é realizado pelo Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentável da Região Central de Mato Grosso do Sul, conhecido como Consórcio Central.

O modelo de execução combina empresas credenciadas e equipes próprias da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep). A distribuição dos trabalhos considera as condições das vias e a necessidade de atendimento em diferentes bairros.

Entre as localidades citadas no cronograma municipal estão Coophatrabalho, Jardim Aero Rancho, Conjunto dos Rouxinóis, Centro, Cruzeiro, Jardim dos Estados, Carandá Bosque, Vila Rica, São Francisco, Jardim Botafogo e Mata do Jacinto.

Chuva e desgaste do pavimento pressionam manutenção

A conservação das ruas representa um desafio adicional em períodos de chuva, quando a infiltração de água e a deterioração de pavimentos desgastados podem contribuir para o aparecimento ou agravamento de buracos.

Nessas condições, a manutenção emergencial ajuda a reduzir riscos para motoristas, motociclistas, ciclistas e usuários do transporte coletivo. Entretanto, o tapa-buracos tem alcance limitado quando o problema envolve comprometimento estrutural da via, falhas de drenagem ou necessidade de reconstrução do pavimento.

Por esse motivo, a própria administração municipal incluiu a recuperação viária em um programa mais amplo de infraestrutura, denominado Vira CG Infraestrutura, que reúne ações de pavimentação, drenagem, recapeamento, ciclovias e manutenção urbana.

A Prefeitura informou que o programa contempla mais de R$ 280 milhões em investimentos previstos para 2026. Desse total anunciado, há também recursos destinados aos serviços contínuos de tapa-buracos.

Fiscalização e transparência são fundamentais

Com o aumento do número de equipes e dos valores envolvidos, o acompanhamento dos serviços ganha importância para avaliar a efetividade da política pública. Indicadores como quantidade de reparos concluídos, qualidade da recomposição, durabilidade do serviço e tempo de resposta às solicitações ajudam a medir os resultados da operação.

Outro ponto relevante é a distinção entre reparos pontuais e recapeamento. Enquanto o primeiro busca corrigir defeitos localizados, o segundo consiste na aplicação de uma nova camada de revestimento em trechos mais extensos, podendo ser necessário quando o pavimento apresenta desgaste generalizado.

A ampliação da capacidade de atendimento representa um reforço operacional, mas o impacto para a população dependerá da execução regular dos serviços, da priorização das vias mais comprometidas e da durabilidade das intervenções.

Dados de referência: Prefeitura de Campo Grande e informações publicadas sobre a operação em outubro de 2026.

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