Papy cobra revisão dos contratos de tapa-buracos e defende recapeamento de ruas em Campo Grande

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Presidente da Câmara Municipal questiona o custo e a durabilidade dos reparos e propõe modernização do modelo de manutenção viária; vereadores articulam fiscalização dos contratos e da execução dos serviços.

A recorrência de buracos nas ruas de Campo Grande levou o presidente da Câmara Municipal, Epaminondas Neto, o Papy, a defender uma revisão do modelo de contratação e execução da operação tapa-buracos. Para o parlamentar, a repetição dos danos após períodos de chuva exige uma avaliação sobre a eficiência dos serviços e a possibilidade de ampliar investimentos em recapeamento.

A discussão ocorre em meio à mobilização dos vereadores para fiscalizar os contratos e a execução dos trabalhos de manutenção viária. O debate envolve tanto o custo dos reparos quanto a capacidade das intervenções de oferecer resultados duradouros para a população.

Papy questiona se o formato atualmente utilizado pela Prefeitura é o mais adequado diante da frequência com que determinados trechos voltam a apresentar problemas. Em sua avaliação, é necessário avançar para soluções que privilegiem a qualidade do pavimento e reduzam a repetição de gastos com intervenções de curta duração.

Recapeamento entra na discussão sobre eficiência

Uma das alternativas defendidas pelo presidente da Câmara é ampliar a utilização de obras de recapeamento completo em vias que demandem intervenções mais profundas.

A proposta parte da distinção entre reparos localizados e recuperação estrutural do pavimento. Enquanto a operação tapa-buracos procura corrigir defeitos pontuais, o recapeamento pode ser indicado para trechos com desgaste generalizado, desde que precedido de avaliação técnica e preparação adequada da base.

A escolha entre essas soluções depende das condições de cada rua, da intensidade do tráfego, da drenagem e do estado da estrutura existente. Por isso, uma eventual revisão contratual precisaria considerar critérios técnicos, indicadores de desempenho e mecanismos de verificação da qualidade.

Câmara prepara medidas de fiscalização

No contexto da crise, os vereadores aprovaram a convocação do secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, André Moura Brandão, para prestar esclarecimentos sobre a operação.

Paralelamente, parlamentares reuniram assinaturas para solicitar a criação de uma CPI destinada a apurar possíveis irregularidades nos contratos e na execução dos trabalhos.

A iniciativa busca esclarecer questões como o planejamento das intervenções, a seleção dos trechos atendidos, os materiais empregados, os valores contratados e os mecanismos utilizados para verificar se as empresas cumprem as obrigações previstas.

A existência de questionamentos e a proposta de investigação não comprovam, por si sós, a ocorrência de irregularidades. A apuração deverá reunir documentos e informações capazes de esclarecer a execução dos contratos e eventuais responsabilidades.

Durabilidade e transparência são os desafios

A avaliação sobre o serviço de manutenção viária envolve dois aspectos centrais: a qualidade técnica das intervenções e a transparência na utilização dos recursos públicos.

Para que a revisão do modelo produza resultados concretos, especialistas em infraestrutura costumam considerar fatores como especificações dos materiais, controle tecnológico, fiscalização contratual, garantia dos serviços e planejamento integrado com a drenagem urbana.

A cobrança apresentada por Papy coloca em evidência uma questão que vai além dos buracos: como transformar os recursos destinados à manutenção das ruas em melhorias efetivas e duradouras para quem circula diariamente pela Capital.

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