Projeto “Setembro com Cores” revitaliza espaço do CAPS Margarida e utiliza atividades de convivência para fortalecer vínculos e autonomia dos pacientes
O Setembro Amarelo ganhou uma abordagem diferente no CAPS III Margarida, localizado na Vila Rica, em Campo Grande. Em vez de concentrar as ações apenas na prevenção ao suicídio, a unidade transformou o mês em uma oportunidade para trabalhar a valorização da vida, a convivência e a reconstrução de vínculos.
Batizada de “Setembro com Cores”, a iniciativa envolveu profissionais e pacientes na revitalização da área externa da unidade. Pneus e outros espaços receberam pintura, enquanto mudas de árvores frutíferas foram plantadas no local.
A proposta nasceu dentro da própria equipe do CAPS, que buscou uma maneira de levar a mensagem de valorização da vida para o cotidiano dos pacientes. O objetivo é fazer com que o ambiente também participe do processo de cuidado.
Além da transformação física, as atividades reforçam o papel do CAPS como espaço de acolhimento, acompanhamento e construção de autonomia. Segundo a equipe, o serviço funciona em sistema de porta aberta, permitindo que pessoas que necessitam de atendimento em saúde mental procurem diretamente a unidade.
O CAPS Margarida atende, em média, 50 pacientes por dia. As atividades de convivência e oficinas buscam ajudar na reconstrução de vínculos sociais e na retomada de atividades do cotidiano.
De acordo com dados da Rede Municipal de Saúde, Campo Grande registrou 158,8 mil atendimentos em saúde mental entre janeiro e agosto de 2026, número 7,2% superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 148,1 mil atendimentos.
A Capital possui ainda outros serviços da Rede de Atenção Psicossocial com funcionamento 24 horas, incluindo unidades dos CAPS III, CAPS AD e atendimento voltado ao público infantojuvenil.
No CAPS Margarida, a proposta do “Setembro com Cores” é fazer com que a mensagem de cuidado permaneça mesmo depois do encerramento da campanha. A revitalização do espaço passa a representar, segundo a equipe, a possibilidade de reconstruir relações, recuperar autonomia e retomar projetos de vida.
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