Riedel descarta distribuição política de cargos e diz que primeiro vai definir estrutura do próximo governo

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Governador reeleito afirma que reorganização administrativa será construída com foco em eficiência e planejamento para 2027-2030

Reeleito para mais um mandato à frente do Governo de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel afirmou que a montagem da próxima equipe administrativa seguirá uma lógica diferente da tradicional negociação política por cargos.

Em entrevista nesta terça-feira (6), o governador disse que pretende definir primeiro a estrutura do governo e somente depois discutir os nomes que irão ocupar as secretarias e demais posições estratégicas.

“A gente não loteia governo”, afirmou Riedel ao ser questionado sobre possíveis pressões de aliados interessados em espaço na futura administração.

Segundo o governador, isso não significa impedir a participação de pessoas com vínculos políticos. A prioridade, explicou, será escolher profissionais de acordo com as necessidades de cada área e com os objetivos estabelecidos para o próximo ciclo administrativo.

O planejamento começou a ser discutido em reunião com o secretariado. Os titulares das pastas deverão apresentar demandas, prioridades e necessidades ao grupo de trabalho criado para organizar a próxima gestão.

A equipe deverá analisar a estrutura de pessoal, tecnologia, processos administrativos e possíveis mudanças na organização das secretarias. O objetivo é concluir esse desenho até o final de novembro.

O trabalho também estará relacionado aos contratos de gestão de 2027 e ao planejamento do Plano Plurianual (PPA), que abrangerá o período de 2027 a 2030.

Riedel afirmou que eventuais alterações que dependam de mudanças na legislação poderão ser encaminhadas posteriormente à Assembleia Legislativa.

A estratégia, segundo o governador, é evitar que a estrutura administrativa seja construída para acomodar nomes previamente escolhidos. Na avaliação dele, primeiro devem ser definidos os processos e as necessidades de cada órgão para, somente depois, ocorrer a escolha dos responsáveis.

Apesar de já iniciar o planejamento do segundo mandato, Riedel afirmou que outubro continuará concentrado na disputa presidencial de segundo turno, marcada para 25 de outubro.

O governador também defendeu a continuidade de políticas voltadas ao desenvolvimento econômico dos municípios, argumentando que a geração permanente de emprego e renda passa pela criação de condições para novos investimentos e pela melhoria da infraestrutura.

Para Riedel, a descentralização econômica do Estado não depende necessariamente da instalação de uma indústria em cada município, mas da criação de condições para que diferentes regiões desenvolvam seus próprios vetores de crescimento.

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