Área plantada de eucalipto ultrapassou 2 milhões de hectares em 2026, enquanto diversificação agrícola impulsiona indústria e exportações

Agronegócio

Mato Grosso do Sul passa por uma transformação importante na ocupação de suas áreas rurais. Tradicionalmente associado à pecuária, o Estado ampliou a presença de lavouras de grãos e de florestas plantadas, com destaque para soja, milho, sorgo e eucalipto.

A mudança tem repercussões que vão além das propriedades rurais. O crescimento das atividades agrícolas e florestais amplia a demanda por transporte, armazenamento, processamento industrial e mão de obra, além de fortalecer a participação sul-mato-grossense nos mercados nacionais e internacionais.

Entre as atividades em expansão, a silvicultura ganhou relevância com a consolidação da cadeia de celulose.

Eucalipto avança em ritmo expressivo

Dados atribuídos à Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) indicam que a área cultivada com eucalipto passou de 341 mil hectares, em 2010, para 2,016 milhões de hectares em 2026.

O crescimento posiciona o Estado entre os principais polos brasileiros de produção florestal e abastecimento da indústria de celulose. O chamado “ouro verde” passou a ocupar espaço estratégico na economia regional, atraindo investimentos e estimulando a infraestrutura necessária para o escoamento da produção.

Diversificação muda a dinâmica regional

A soja e o milho mantêm papel importante na produção agrícola, enquanto o sorgo também integra as alternativas de cultivo em diferentes sistemas produtivos. A combinação dessas atividades com a pecuária e as florestas plantadas contribui para diversificar a base econômica do campo.

Essa expansão, contudo, também exige planejamento. Infraestrutura rodoviária, disponibilidade de serviços, uso eficiente do solo e gestão dos recursos naturais são fatores importantes para sustentar o crescimento.

A nova configuração produtiva mostra que a economia rural de Mato Grosso do Sul se tornou mais diversificada. O desafio para os próximos anos será converter a expansão da produção em desenvolvimento duradouro, com ganhos econômicos e atenção aos impactos ambientais e sociais.

Fonte: dados da Famasul e informações divulgadas pelo Midiamax.

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