Líder da prefeita Adriane Lopes na Câmara Municipal é o único dos 29 parlamentares que não assinou o requerimento; investigação pretende examinar contratos, execução dos serviços e uso de recursos públicos.
A proposta de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a operação tapa-buracos em Campo Grande ganhou apoio expressivo na Câmara Municipal. O requerimento chegou a 28 assinaturas entre os 29 vereadores, deixando de fora apenas Beto Avelar (PP), líder da prefeita Adriane Lopes no Legislativo.
A iniciativa busca esclarecer questionamentos sobre a qualidade dos reparos realizados nas ruas, os critérios utilizados para selecionar os trechos atendidos e a aplicação dos recursos públicos destinados à manutenção viária.
A mobilização ocorre em meio a reclamações recorrentes de moradores sobre buracos e deterioração do pavimento, especialmente após períodos de chuva. O tema também ampliou as divergências entre vereadores e a administração municipal.
Fiscalização entra no centro do debate
A CPI pretende examinar procedimentos administrativos relacionados à operação, incluindo planejamento, contratos, execução dos trabalhos e destinação dos recursos financeiros.
O presidente da Câmara, vereador Epaminondas Neto, conhecido como Papy (PSDB), tem defendido que a investigação seja tratada como um instrumento de fiscalização, e não como uma iniciativa de confronto partidário.
A posição do Legislativo é de que a apuração poderá contribuir para esclarecer as razões pelas quais os reparos realizados em determinados trechos não apresentam resultados duradouros.
Ausência de assinatura chama atenção
A posição de Beto Avelar ganhou destaque por sua condição de líder da base governista e por ser o único vereador que não aderiu formalmente ao pedido até a publicação da reportagem original.
A ausência de assinatura, por si só, não permite concluir qual será o posicionamento definitivo do parlamentar durante todas as etapas da investigação. Para uma cobertura equilibrada, é importante registrar eventuais justificativas apresentadas por ele.
Na publicação consultada, a reportagem informou que procurou o vereador para comentar o assunto, mas não havia recebido resposta até o fechamento. O espaço permanecia aberto para manifestação.
CPI ainda precisa seguir os trâmites legislativos
A apresentação de assinaturas demonstra apoio político ao requerimento, mas a instalação e o funcionamento da comissão dependem dos procedimentos regimentais aplicáveis.
Se instaurada, a CPI poderá solicitar documentos, ouvir responsáveis e examinar informações relacionadas aos contratos e à execução dos serviços, respeitadas as competências legais do Legislativo.
O resultado esperado é a produção de informações que permitam identificar eventuais falhas administrativas e, se houver elementos suficientes, encaminhar as conclusões aos órgãos competentes.
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