Ampliação da operação prevê 12 frentes de trabalho e utilização de cerca de 120 toneladas de massa asfáltica; resultado dependerá das condições das vias e da execução dos serviços
A Prefeitura de Campo Grande ampliou a operação tapa-buracos e estabeleceu como meta alcançar até 3 mil reparos por dia. A iniciativa busca acelerar a recuperação da malha viária, que sofre com o desgaste do pavimento e os danos provocados pelas chuvas.
O plano prevê reforço das equipes que atuam nas sete regiões urbanas da Capital. Conforme informações divulgadas sobre a ampliação do serviço, a estrutura operacional deverá passar de sete para 12 frentes de trabalho, com a participação de cinco empresas credenciadas.
A expectativa da administração municipal é elevar a capacidade de atendimento, anteriormente estimada entre 1,3 mil e 1,5 mil reparos diários. A meta, no entanto, representa uma projeção operacional e precisa ser acompanhada pelos números efetivamente executados.
Mais equipes e asfalto
A operação também envolve a mobilização de insumos e equipamentos para manter os serviços em diferentes pontos da cidade. A previsão de utilização de aproximadamente 120 toneladas de massa asfáltica por dia está relacionada ao ritmo de trabalho anunciado para o programa.
A quantidade de material aplicada pode variar conforme a extensão dos danos, a profundidade dos buracos, as condições climáticas e a necessidade de preparação da superfície antes da recomposição do pavimento.
O reforço da operação integra as ações municipais de infraestrutura e ocorre em paralelo a intervenções de maior porte, que incluem obras de drenagem e pavimentação em bairros da Capital.
Desafio vai além de tapar buracos
Embora os reparos emergenciais sejam importantes para reduzir riscos a motoristas, motociclistas, ciclistas e usuários do transporte público, a durabilidade do serviço depende de fatores técnicos. Quando o problema está associado à infiltração de água, à deficiência da drenagem ou à deterioração profunda da base, a aplicação superficial de massa asfáltica pode não resolver a causa do dano.
Por isso, o acompanhamento da operação deve considerar não apenas o número diário de buracos fechados, mas também a qualidade dos reparos, a reincidência dos problemas e a distribuição dos serviços entre as regiões da cidade.
A ampliação das equipes cria condições para acelerar os trabalhos. O principal indicador de efetividade, porém, será a melhoria percebida nas ruas e a permanência dos resultados ao longo do tempo.
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