Federais zeram PIS/Cofins sobre o combustível para conter o impacto da alta do petróleo; medida foi anunciada a 16 dias do segundo turno
O governo federal anunciou nesta sexta-feira (9) a prorrogação, por mais 30 dias, da desoneração da gasolina, com o zeramento do PIS/Cofins sobre o combustível. O pacote inclui ainda outras medidas para conter a alta dos preços nos postos, diante da escalada do barril de petróleo no mercado internacional. O anúncio ocorre a 16 dias do segundo turno das eleições.
Medidas estavam perto de vencer
A desoneração e os subsídios federais à gasolina e ao etanol terminariam nesta sexta. A renovação foi comunicada em entrevista coletiva no Ministério da Fazenda, em Brasília.
Segundo o governo, a desoneração da gasolina foi ampliada: a redução de tributos passou de R$ 0,63 para R$ 0,89 por litro em PIS/Cofins.
Petróleo acima de US$ 100
O objetivo, de acordo com a equipe econômica, é amenizar os efeitos da alta do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio. Antes do conflito, os contratos futuros do Brent, referência internacional, giravam em torno de US$ 72 por barril. Hoje, são negociados acima de US$ 100.
O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que os preços estão estáveis, mas em um patamar mais alto que o registrado antes da guerra.
Governo nega relação com a eleição
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, rebateu que a decisão tenha ligação com o calendário eleitoral. Ele afirmou que o governo vem anunciando essas medidas desde o início da guerra e que não houve mudança no momento escolhido por causa das eleições.
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