Chuva de quinta-feira acumulou cerca de 82 milímetros em 24 horas, com granizo, rajadas de vento, alagamentos e queda de árvores.
O novo temporal que atingiu Campo Grande na quinta-feira (15) voltou a pressionar a infraestrutura urbana e mobilizou equipes municipais para a limpeza de vias, retirada de árvores e desobstrução do sistema de drenagem. A intensidade dos estragos levou a prefeita Adriane Lopes a mencionar o fenômeno El Niño como um dos fatores associados ao cenário climático.
Em entrevista ao Campo Grande News, a prefeita afirmou que o fenômeno tem afetado a Capital de forma intensa. A declaração ocorre após episódios de chuva forte que provocaram alagamentos e transtornos em diferentes regiões da cidade.
Segundo dados do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec), o acumulado médio de precipitação chegou a aproximadamente 82 milímetros em 24 horas. Além da chuva volumosa, houve registro de granizo e rajadas de vento, condições que contribuíram para os danos observados em ruas e áreas residenciais.
A administração municipal mobilizou equipes de diferentes setores para retirar galhos, remover terra, limpar bocas de lobo e restabelecer condições de circulação. O levantamento dos pontos atingidos também deve orientar a definição de prioridades para os reparos.
O contexto climático exige, contudo, uma distinção importante: embora o El Niño altere padrões de temperatura e precipitação e possa favorecer condições meteorológicas específicas, a atribuição de cada temporal ao fenômeno depende de análise técnica. Eventos extremos também resultam da interação entre sistemas atmosféricos regionais e condições locais.
A ocorrência de novos alagamentos reacende o debate sobre a capacidade de drenagem urbana, a manutenção das galerias pluviais e a necessidade de intervenções em áreas historicamente vulneráveis. Chuvas intensas em intervalos curtos podem sobrecarregar estruturas de escoamento, sobretudo quando há acúmulo de resíduos, terra e vegetação.
Outro ponto citado pela Prefeitura é a espera por recursos federais solicitados depois de uma tempestade registrada em setembro. Na ocasião, o município estimou entre R$ 30 milhões e R$ 40 milhões o custo das obras de recuperação. Segundo a prefeita, os valores ainda não haviam sido liberados até a entrevista desta sexta-feira (16).
A dimensão dos prejuízos e as medidas de recuperação deverão ser definidas a partir do levantamento técnico das áreas afetadas. Enquanto isso, a orientação aos moradores é evitar trechos alagados, manter distância de cabos caídos e comunicar situações que representem risco à segurança.
What do you feel about this post?
Like
Love
Happy
Haha
Sad
