Criminosos utilizam informações judiciais verdadeiras, documentos falsificados e pedidos de Pix para cobrar supostas taxas
O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) voltou a alertar a população sobre golpes praticados por criminosos que se passam por advogados ou funcionários de escritórios de advocacia.
O esquema utiliza informações reais de processos judiciais para aumentar a credibilidade das abordagens. Os criminosos entram em contato com vítimas por telefone ou aplicativos de mensagens e afirmam que existem valores a receber, como precatórios ou quantias decorrentes de processos.
Para convencer as vítimas, os golpistas podem apresentar documentos falsificados com aparência oficial, incluindo decisões judiciais, cálculos e supostos ofícios de liberação de dinheiro.
Na etapa seguinte, é solicitado um pagamento antecipado, geralmente por Pix, sob justificativas como taxas, impostos, custas cartorárias ou despesas necessárias para liberar os valores.
Após receber o dinheiro, os criminosos interrompem o contato.
Como evitar o golpe
O TRF3 orienta que o cidadão confirme diretamente com seu advogado qualquer solicitação de pagamento e desconfie de mensagens que criem sensação de urgência.
Também é recomendado verificar a identidade do profissional, evitar o envio de dados pessoais ou bancários por aplicativos de mensagem e utilizar canais oficiais de comunicação.
Em caso de suspeita, a orientação é preservar mensagens, áudios, vídeos e documentos, registrar boletim de ocorrência e comunicar imediatamente o advogado.
Segundo a OAB-SP, foram registradas 6.340 denúncias entre 2024 e agosto de 2026 relacionadas a esse tipo de fraude. A entidade também disponibiliza mecanismos para recebimento de relatos e identificação de padrões utilizados pelos criminosos.
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