Após 13 casos de raiva em morcegos, Campo Grande reforça alerta para vacinação de cães e gatos

Saúde

Imunização anual é considerada a principal barreira contra a circulação do vírus entre animais domésticos e a população

A identificação do 13º morcego com resultado positivo para o vírus da raiva em Campo Grande neste ano reforçou o alerta das autoridades de saúde para a necessidade de manter cães e gatos com a vacinação em dia.

A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) destaca que a imunização dos animais domésticos é uma das principais estratégias para impedir que o vírus alcance a população.

Os registros de morcegos infectados foram identificados em diferentes regiões da Capital, incluindo bairros como Centro, Santa Fé, Pioneiros, Vivendas do Bosque, Campo Alto, São Francisco, Ouro Preto, Nasse e Sargento Amaral.

Apesar dos registros, a presença de morcegos positivos não significa que todos os animais da espécie representem risco. Grande parte desses mamíferos exerce funções importantes no equilíbrio ambiental, alimentando-se de frutas ou insetos.

O cuidado deve ser redobrado quando um morcego apresenta comportamento fora do habitual, como permanecer caído no chão durante o dia, estar dentro de uma residência ou apresentar dificuldade de locomoção.

Nessas situações, a recomendação é não tocar no animal, mesmo que esteja morto. Pessoas e animais domésticos devem ser mantidos afastados do local até que uma equipe especializada possa fazer o recolhimento.

O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) realiza a vacinação antirrábica durante todo o ano. O atendimento ocorre na Avenida Senador Filinto Müller, 1.601, na Vila Ipiranga.

A vacinação funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 21h, e aos sábados, domingos e feriados, das 6h às 22h.

Além do atendimento no CCZ, a Sesau realiza ações de vacinação em diferentes regiões, incluindo visitas domiciliares e pontos fixos aos fins de semana.

A raiva é uma doença grave e apresenta alta letalidade depois do início dos sintomas. Por isso, a prevenção é considerada fundamental.

Em caso de contato direto com um morcego ou suspeita de exposição ao vírus, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde para avaliação e eventual início do protocolo de profilaxia.

A população também pode acionar o CCZ para orientar o recolhimento de morcegos encontrados em situações de risco.

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