MS articula forças de fiscalização para conter circulação de agrotóxicos ilegais

Agronegócio Economia

Capacitação reúne órgãos estaduais e federais e representantes do setor produtivo para aperfeiçoar a identificação de produtos clandestinos

O combate ao contrabando de agrotóxicos em Mato Grosso do Sul ganhou novo reforço com uma agenda de capacitação que reúne órgãos de fiscalização, forças policiais e representantes da iniciativa privada. A iniciativa busca aprimorar a identificação de insumos agropecuários irregulares, fortalecer o compartilhamento de informações e tornar mais eficiente a atuação nas rodovias e nas cadeias de comercialização.

O seminário de Fiscalização Integrada de Insumos Agropecuários, realizado em Campo Grande entre os dias 19 e 23 de outubro, foi organizado pela Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro), em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a CropLife Brasil, a Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (Andav) e o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV).

A capacitação contempla procedimentos para reconhecer agrotóxicos ilegais, identificar sementes clandestinas, verificar documentos fiscais e de transporte e detectar possíveis fraudes relacionadas à circulação de insumos. A programação também inclui exercícios práticos de fiscalização e discussões sobre o desvio de embalagens e o trânsito irregular de animais.

A integração entre as instituições é considerada estratégica diante da extensa fronteira seca de Mato Grosso do Sul, com mais de 800 quilômetros. A posição geográfica do Estado exige articulação permanente para prevenir a entrada e a distribuição de mercadorias sem origem ou autorização comprovadas.

Produtos falsificados representam risco econômico e sanitário. Quando a composição não corresponde ao rótulo, o agricultor pode aplicar uma substância sem a eficácia esperada, comprometer o controle de pragas e sofrer prejuízos na produção. O uso de produtos sem procedência confiável também pode elevar os riscos de contaminação ambiental e exposição humana.

Um dos exemplos destacados durante o encontro foi a citricultura, setor em expansão no Estado e que depende de estratégias eficazes para o controle do psilídeo, inseto associado à transmissão do greening. Um produto falsificado ou ineficaz pode comprometer medidas de prevenção e ampliar perdas para os produtores.

A atuação integrada pretende proteger não apenas a atividade rural, mas também os consumidores, o meio ambiente e os empresários que trabalham dentro das regras. O resultado dependerá da continuidade das operações, da qualidade da inteligência compartilhada e da capacidade de retirar produtos irregulares de circulação.

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